JESUS MÍTICO (LEGENDA) VERSUS JESUS HISTÓRICO

Banner Maker

 JESUS "MÍTICO" ("LEGENDA" OU DAS "CRIANCINHAS") X JESUS HISTÓRICO (DOS CRENTES ELEITOS MADUROS [COMO JEAN LA FRANCE OU O "CAMINHO DO ABANDONO" DE TERESA DE LISIEUX])

 

01. Legenda: Nasceu em Belém

01. Proposta "sadia" e "empírica": provavelmente nasceu em Nazaré

02. Personagem mítico

02. Personagem real

03. Filho de Deus

03. Um profeta

04. Deus encarnado

04. Um homem sábio

05. Nasceu de um parto virginal

05. Nasceu como qualquer outro homem

06. Afirmou ser Deus

06. Nunca declarou ser Deus

07. É Deus conosco

07. É um enviado de Deus

08. Fundou uma nova religião

08. Formou uma Comunidade de Amor

09. Declarou ser o Messias

09. Nunca declarou ser o Messias


10. Encerrou a Revelação Divina

10. Não revelou tudo

11. Anulou leis da natureza

11. Jamais anulou leis da natureza

12. Ressuscitou mortos

12. Nunca reanimou cadáveres

13. Ressuscitou fisicamente

13. Manifestou-se vivo após a “morte”

14. Transformou pão em seu corpo

14. Jamais transformou pão em seu corpo

15. Transformou vinho em seu sangue

15. Jamais realizou esse tipo de milagre

16. Transformou água em vinho

16. Nunca realizou esse tipo de milagre

17. Instituiu sacramentos

17. Não instituiu nenhum sacramento

18. É o único caminho para o Pai

18. É um caminho ao lado de outros

19. É uma pessoa totalmente divina

19. É uma pessoa totalmente humana


20. É Deus e homem

20. É só homem

21. É literalmente Filho de Deus

21. É metaforicamente Filho de Deus

22. É a Segunda Pessoa da Trindade

22. Não é uma pessoa literalmente divina

23. Pregou que o inferno existe

23. Não falou de penas eternas

24. Tudo o que disse é verdade literal

24. Nem tudo o que disse é verdade literal

25. Disse que só a fé salva

25. Jamais fez esse tipo de afirmação

26. Disse que é igual ao Pai

26. Disse que o Pai é maior do que ele

27. Pregou a necessidade do batismo

27. Jamais pregou a necessidade desse mito

28. Disse que retornará fisicamente

28. Jamais afirmou que retornará fisicamente

29. Fundou a Igreja cristã

29. Não fundou nenhuma igreja

30. Pregou a fé cristã mítica

30. Pregou a prática do amor

31. Foi morto pelos judeus

31. Foi morto pelos romanos

32. Foi executado por ter se declarado “Filho de Deus”

32. Foi executado por ter sido considerado  uma pessoa inconveniente

33. Morreu, com seu sangue derramado na cruz, para libertar-nos das garras de Satanás, que tinha o homem em seu poder, desde a queda de Adão e do Pecado Original.

33. Não morreu para resgatar nossos débitos espirituais do poder de Satanás, pois Satanás não existe, e é somente através da caridade e do amor que o homem consegue redimir-se de seus débitos espirituais. 

  

Alguns leitores têm me perguntado se os meus livros ecuménicos são "cristãos", “espíritas” ou simplesmente “espiritualistas”, uma vez que não me defino nos meus livros como espírita, mas apenas como "cristão do Amor", “espiritualista reencarnacionista independente”, “simpatizante” do espiritismo kardecista.

 

Respondendo a esses leitores, esclareço, de início, que, se eu não tivesse lido e estudado as obras de Allan Kardec, não teria tido a inspiração para escrever os meus dois livros ecuménicos. Mesmo assim, afirmo que, embora eu seja grande “simpatizante” da Doutrina dos Espíritos e tenha escrito a maior parte dos meus dois livros ecuménicos com base nesta mesma Doutrina, hoje, não estou mais preocupado em ser adepto da Religião A ou B, mas somente em tentar ser praticante da religião do amor – o “cristianismo de Jesus” (o cristianismo que une), em contraposição ao “cristianismo dos cristãos” (o cristianismo que divide).

 

Não me cansarei de repetir que o “cristianismo de Jesus” consiste, essencialmente, num código de moral (ou de ética) universal, resumido na lei do amor, o único, portanto, que tem condições de realmente unir a cristandade e a humanidade, enquanto o “cristianismo dos cristãos” consiste, essencialmente, num conjunto de dogmas (ou de mitos) exclusivistas, que sempre dividiram (e continuam dividindo) a cristandade e a humanidade. Em virtude da oposição entre esses dois cristianismos, os meus livros ecuménicos, conforme já afirmei, giram quase que exclusivamente em torno do debate ou do diálogo entre estas duas modalidades antagónicas de cristianismo, defendendo, obviamente, que o “cristianismo de Jesus” (também chamado de o “cristianismo das origens”)  é a única forma de religiosidade (ou de espiritualidade) capaz de unir todas as pessoas e todas as crenças deste planeta.

 

Os meus livros ecuménicos (particularmente a obra Entrevistas com Jesus: Reflexões Ecumênicas) mostram que o código de moral universal ensinado por Jesus é, de facto, no feliz dizer de Allan Kardec, “o terreno onde todos os cultos podem se abrigar, quaisquer que sejam suas crenças, porque jamais foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda parte levantadas pelas questões de dogma” (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, 1º parágrafo). Repito que, sem a prática desse código de moral (ou de ética) universal, também denominado por Allan Kardec de “código divino” (KARDEC, ibid.), jamais poderá haver união e paz na cristandade e na humanidade.

 

Além de fazer apologia da religião do amor (objetivo principal de meus livros ecuménicos), relembro ao leitor que, em função dos meus objectivos ecuménicos e macroecuménicos, guio-me nos meus livros, não pela “fé cega” da maioria das religiões, mas pela filosofia espírita da “fé raciocinada”, a única que realmente permite um autêntico diálogo entre as religiões.

 

Os meus livros ecuménicos, por conseguinte, mesmo não sendo totalmente espíritas, objectivam também divulgar o “Cristianismo Redivivo”, sem excluir nem discriminar, contudo, nenhuma outra crença religiosa ou filosófica que também tente vivenciar a verdadeira religião    a religião do amor.

 

 

  1. O Deus da Bíblia judaico-cristã, literalmente interpretado, não pode ser o Ser Supremo, infinito, de uma perfeição absoluta e eterna, justo e misericordioso para com todos, pois, embora o Deus verdadeiro, causa primeira de todas as coisas, seja um só,  Ele é literal e antropomorficamente conceituado, na Bíblia judaico-cristã, como um ser pessoal (uma só pessoa no Antigo Testamento e três pessoas no Novo Testamento), um “Pai”, no sentido literal do termo, porém injusto, vingativo, violento, que inclusive castiga os seus “filhos” com penas eternas (algum cristianismo) ou parciais (judaísmo). Esse não é o Deus de Amor pregado pelo Jesus histórico.
  2. A idéia de um Deus antropomórfico, pessoal, interpretado literalmente como uma pessoa (ou como três pessoas) é um mito ingénuo e infantil, uma maneira humana, metafórica, ultrapassada, de se falar sobre Deus. O Deus verdadeiro, sendo infinito, ilimitado, não pode ser literalmente conceituado como uma pessoa (e menos ainda como três pessoas), pois toda pessoa é, por definição, finita, limitada. Por isso, não podemos interpretar literalmente Deus, como um Ser pessoal. O verdadeiro Deus é impessoal, embora Ele possa ser interpretado, poética e metaforicamente, como pessoal ou como “Pai”.
  3. Rios de sangue foram derramados ao longo da História do cristianismo (a religião mais sangrenta do nosso planeta), em defesa do “mistério” da Trindade e para suprimir supostas “heresias”, como a heresia ariana, a qual negava que Jesus fosse uma pessoa literalmente divina (consubstancial ao Pai). A controvérsia ariana sempre foi (e continua sendo) a maior causa de divisões e de conflitos no cristianismo, o que reforça ainda mais a nossa tese de que Jesus não é literalmente uma pessoa divina.
  4. Nas palavras do escritor Richard Dawkins, “o Deus do Antigo Testamento [literalmente interpretado] é talvez o personagem mais desagradável da ficção: ciumento, e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico (no género masculino, não n feminino), racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo” (DAWKINS, Richard, Deus, um delírio. São Paulo, Companhia das Letras, 2007, p. 55).
  5. O Deus da Bíblia judaico-cristã, particularmente o Deus Jeová do antigo Testamento, interpretado ao pé da letra, é, de fato, superexclusivista, pois só protege “o povo eleito” (Israel): “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único” (Deuteronômio 6,4); A moral judaica, supostamente dada por Deus a Moisés, no Antigo Testamento, é também muito excludente. Eis o que significa “amar o próximo” na moral judaica: “próximo” significa camarada judeu. O mandamento “Não matarás“ tem este significado: “Se alguém mata um único israelita, transgride um mandamento negativo, pois a Escritura diz: Não matarás. Se alguém matar propositadamente na presença de testemunhas, ele é morto pela espada. É óbvio que ele não é morto se matar um pagão  (Moisés Maimônides, rabino e médico altamente respeitado do século XII, citado em DAWKINS, op. cit., p. 329).
  6. O Deus literal da Bíblia judaico-cristã, por ser exclusivista e violento, não pode, portanto, ser o Deus verdadeiro. Como já vimos, o Deus Javé restringe a sua exclusiva protecção a um único povo da Terra: o “povo escolhido” – Israel, com o consequente extermínio de todos os outros povos. Logo, o Deus Javé não é, literalmente, um Deus de Amor, mas de ódio, de exclusivismo, de preconceitos contra todos os demais povos deste planeta. Esse Deus cruel ordena a Israel que extermine todos os seus inimigos juntamente com as suas famílias. Assim, lemos no Deuteronômio: “Aniquilarás todos os povos que o Senhor teu Deus te entrega em tuas mãos” (Deuteronômio 7,16). Os judeus, ao entrarem na Palestina, cumpriram fielmente essa suposta ordem divina, começando com a cidade de Jericó: “E eles mataram todas as pessoas da cidade: homens e mulheres, criancinhas e idosos” (Josué 6,21), deixando com vida somente Raab, em cuja casa os seus espiões tinham permanecido. Os judeus não podiam perdoar os inimigos, nem os vencidos (cf. Números 31,14).
  7. Quanta crueldade atribuída ao Ser Supremo! Somente um ser dotado dos mais baixos instintos poderia ter ordenado semelhantes crimes (cf. Números 31, 1-2; Deuteronômio 20,16; Josué 6, 17-24; 11, 14-15; 11,20 e muitos outros  relatos). No dizer do teólogo e ex-padre católico Franz Griese, “O Deus Javé [interpretado literalmente] não é mais que um ídolo nacional qualquer” (GRIESE, p. 73).

 

Para concluir a minha matéria neste blog de hoje, reafirmo, por conseguinte, que o Deus Jeová da Bíblia judaico-cristã, interpretado ao pé da letra (como faz a grande maioria dos judeus e cristãos), está longe de ser o verdadeiro Deus, o Ser Supremo, infinito, o Deus de Amor, de uma perfeição absoluta e eterna, justo e misericordioso para com todos, o “Deus-Pai” (ou “Deus-Mãe”) pregado pelo Jesus histórico.

FONTE: jpinheirosouza.blog.uol.com.br

Anúncios

About EL HINCHA Mag Cal Cauvin Calvinista Inclusivo

Protestante por consciência calvinista e zuingliana, um teísta remanescente (cristão integrado na Oholyáo de YÁOHU UL) antinominiano ecuménico e inclusivo (agostiniano, espiritualidade carmelita dos descalços, espiritualidade montfortina, espiritualidade dos presbiteranos liberais da PCUSA: http://www.pcusa.org/, cristianismo redivivo; atento às notícias da ciência hodierna, sempre numa perspectiva inclusiva de todos os Yaoshorulitas e demais seres relacionais) por a absoluta graça do Soberano YÁOHU UL da História e da legenda. Protestante reformado (Baptista particular), cheunguiano (Vincent Cheung, vide: http://robertovargas-make.blogspot.com/2010/08/da-interpretacao-de-textos.html), pós-milenista bíblico, preterista parcial, reconstrucionista(herancareformada.blogspot.com/ 2010/02/o-teonomismo-implicacoes-teologicas.html), teonomista (dominionista), pressuposicionalista, supralapsariano (http://www.monergismo.com/textos/predestinacao/infra_supra_phil.htm), tudo em desenvolvimento; reformar sempre a reformar. Sempre a reformar.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s