QUEM DEVE CUMPRIR O SHABBAT E SE SE DEVE CONDUZIR NO SHABBAT

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Questões:

Sobre o Shabbat, o autor anónimo do libro apócrifo dos Jubileus (una obra escrita originalmente em hebreu na Palestina, provavelmente em meados do século II a.e.c.): “El Creador de todo bendijo el SHABBAT, pero no santificó a todo pueblo y nación con su observancia, sino sólo a Israel: sólo a él le dio para que coman, beban y descansen sobre la tierra. El Creador de todo dispuso este día para bendición, santidad y gloria, entre todos los días” (2:31-32; em: Apócrifos del Antiguo Testamento [ed. A. Diez Macho; Madrid: Ediciones Cristiandad, 1983] pág. 87). Assim também, os Rabinos formularam a seguinte benção que se lê antes da leitura da Torá declarando: “Bendito eres Tú Ad-nai, D-os nuestro Rey del Universo, que nos elegiste entre los pueblos al entregarnos Tu Torá; Bendito eres Tú Ad-nai, que nos revelaste la Torá” (Ritual de oraciones para todo el año [Buenos Aires: Consejo Mundial de Sinagogas, 1965] pág. 208).

ilustração:

De acordo com a perspectiva do Sábio antigo, o "autor" deuteronomista, a terra de Israel era mais rica e variada que a terra do Egipto: “Porque la tierra a la que vas a entrar para tomarla en posesión no es como el país de Egipto del que habéis salido, donde después de sembrar había que regar con el pie, como se riega un huerto de hortalizas. Sino que la tierra a la que vais a pasar para tomarla en posesión es una tierra de montes y valles, que bebe el agua de la lluvia del cielo” (11:10-11). (Nota: Noutras partes do Pentateuco, no entanto, o Egipto era representado como uma terra fértil [Génesis 13:10; Êxodo 16:3; Números 16:13]; [nesta fonte única, diz-se que o Egipto, e não a terra de Israel, era “una tierra que mana leche y miel”], 20:5). 
Para além das diferenças (objectivas ou subjectivas) existentes nas condições naturais de ambos os territórios, existia um abismo teológico que separava a terra de Israel da terra do Egipto. Os egípcios confiavam na tecnologia humana (“…había que regar con el pie, como se riega un huerto de hortalizas” [provavelmente, o texto fazia referência às máquinas usadas pelos egípcios para extrair a água do Nilo]), enquanto que a terra de Israel era protegida pela Providência divina: “De esta tierra se cuida Yahveh tu D-os; los ojos de Yahveh tu D-os están constantemente puestos en ella, desde que comienza el año hasta que termina” (11:12).

CONDUZIR NO SHABAT

O Judaísmo Masorti (Tradicional) afirma que conduzir não é geralmente permitido em Shabat. No entanto, em resposta à dispersão geográfica dos Judeus, e à necessidade de assistir aos serviços de oração, o Comité de Lei e Padrões do Judaismo Conservador (Conservative Judaism Law Standards) examinou esta questão em 1950, e o Va’ad Halakha do Movimento Masorti examinou a mesma questão em 1991. Quatro decisões foram aceites, das quais três irão ao encontro da realidade judaica em Portugal e por conseguinte achamos ser aquela que deverá ser Padrão da Kehilat Beit Israel:

1) A participação pública dos serviços de Shabat é considerada como uma grande mitsvá à luz das condições modernas, desde que é indispensável a preservação da vida judaica. O valor positivo envolvido na participação pública do Shabat excede o valor de abster-se de andar de automóvel.

2) Apesar da forte dissuasão em não conduzir em Shabat como uma infracção clara de halachá, é possível que existirem casos onde um indivíduo será incapaz de viver acessivelmente à sinagoga / comunidade. Aqui estamos face a um dos dilemas confrontados por qualquer sistema moral – um conflito de valores. Dado uma escolha entre viagem no Shabat ou a negação total de participar nos serviços de Shabat e Festas, consideramos viajar como alternativa menos censurável.

3) A única forma de condução considerada deverá ser estritamente de e para a sinagoga directamente, e somente como forma de prevenir que a pessoa não fique privada de participar nos serviços e actividades de Shabat.

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About EL HINCHA Mag Cal Cauvin Calvinista Inclusivo

Protestante por consciência calvinista e zuingliana, um teísta remanescente (cristão integrado na Oholyáo de YÁOHU UL) antinominiano ecuménico e inclusivo (agostiniano, espiritualidade carmelita dos descalços, espiritualidade montfortina, espiritualidade dos presbiteranos liberais da PCUSA: http://www.pcusa.org/, cristianismo redivivo; atento às notícias da ciência hodierna, sempre numa perspectiva inclusiva de todos os Yaoshorulitas e demais seres relacionais) por a absoluta graça do Soberano YÁOHU UL da História e da legenda. Protestante reformado (Baptista particular), cheunguiano (Vincent Cheung, vide: http://robertovargas-make.blogspot.com/2010/08/da-interpretacao-de-textos.html), pós-milenista bíblico, preterista parcial, reconstrucionista(herancareformada.blogspot.com/ 2010/02/o-teonomismo-implicacoes-teologicas.html), teonomista (dominionista), pressuposicionalista, supralapsariano (http://www.monergismo.com/textos/predestinacao/infra_supra_phil.htm), tudo em desenvolvimento; reformar sempre a reformar. Sempre a reformar.

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